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COSTA DO MARFIM | O reggae de Alpha Blondy

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Alpha Blondy é o nome artístico de Seydou Koné, um cantor de reggae marfinense muito popular na África ocidental. Filho de uma mãe muçulmana e um pai cristão, foi criado por uma avó que lhe ensinou a amar a todos. Alpha escreve suas próprias canções, é espiritual, político e positivo. Uma estrela do reggae de primeira magnitude, com o seu próprio toque africano saudado como verdadeiro sucessor de Bob Marley, tanto pela sua música quanto por suas mensagens de paz e unidade.

Alpha Blondy cantando num show em 2007.
Alpha cantando num show em 2007. Foto: Reprodução

Imagine que tenha a discografia completa de Alpha Blondy em suas veias. Sinta que as notas musicais pulsam intensamente num estilo rítmico, conhecido como reggae. Neste momento, a musicalidade é bombeada por todo o seu corpo, nutrindo a sua alma de amor e paz. Num hábito involuntário de escutar a mente, forçando a cabeça pra baixo, retesando as válvulas do coração para um fluxo menos intenso, a gente tende a escutar mais a mente do que os instintos do coração. Enquanto circula por todo o corpo, o reggae fornece alimento para a sua alma através das letras e canções e, ao mesmo tempo, que te faz refletir sobre desigualdade, preconceito, fome e outros problemas sociais. Eu poderia ficar horas te explicando por que as veias automaticamente bombeiam o ritmo diversas vezes, retornando para o coração e o ciclo começa novamente. Eu poderia… Mas prefiro que você escute a canção quantas vezes for necessário até que sinta a verdadeira vibração.

O reggae no corpo flui para não criar confusão na mente. Alpha canta então: “Jerusalém, eu estou aqui. Jerusalém, eu te amo… Querida Israel, eu te amo! Querida Israel.” – pela desinformação, prevaricação dessa “democrature”. Ele buscou no reggae uma forma de disseminar o amor através das suas letras, expressando atitude e humor relacionados com a política. Uma verdadeira crítica social contra a opressão, a brutalidade policial e o abuso de poder. Algumas de suas canções mais conhecidas são: Apartheid is Nazism, Banana, Brigadier Sabary, Jerusalem, Sweet Fanta Diallo e New Dawn.

Alpha Blondy quando mais jovem.
Seydou Koné (Alpha Blondy) quando mais jovem. Foto: Reprodução

A verdade é que, no meio da multidão, somos todos ritmos em diferentes vibrações carregando nossas dores pesadas do dia-a-dia, fraquezas, limitações, medos. Seus compassos normalmente são acentuados na segunda e na quarta batida, com a guitarra base enfatizando a terceira batida, ou para segurar o acorde da segunda até que o quarto seja tocado. É principalmente essa “terceira batida” que diferencia você dos demais ritmos, embora estilos posteriores venham a se inspirar em suas atitudes de maneira independente. Não deixe suas riquezas, belezas e sentimentos pararem de tocar jamais. Nem o som do seu peito magoado, nem o cheiro do seu amor mal correspondido, nem a luz do seu abajur apagado. Pois uma hora acontece e não se pode explicar sem parecer ingênuo e imaturo, escolhemos um ritmo que nos toque profundamente como nunca fomos tocados. O reggae é luz que vem de dentro da alma de quem busca a evolução do ser mais humano e igual – “É porque preto e branco somos todos iguais… Eu digo quebre o pescoço deste apartheid”.

Capa do LP Apartheid is Nazism, de Alpha Blondy.
Capa do LP “Apartheid is Nazism”.

Muitas canções de Alpha Blondy são canções mensageiras, semelhante as do álbum Apartheid is Nazism, um hino de paz e liberdade, lançado em 1985. Assim como seu primeiro álbum Jah Glory (1982), que se tornou um grande sucesso, sendo mais tarde um símbolo de resistência pelas letras sobre a violência da polícia. Demais álbuns como: Jerusalem (com partição da banda The Wailers), Revolution e Yitzhak Rabin também fizeram sucesso, seguindo seu próprio estilo de reggae, elástico, insistente, urgente, feito e marcado na história musical. É como ele diz:

Minhas canções são realmente todas canções de amor. Quando eu falo sobre Deus, eu converso sobre o amor divino, quando eu falo sobre politicagem tendo vindo junto fazer mudanças para a geração futura, além disso um caminho para uma pregação do amor. Nós todos aqui na terra ou em algum lugar além desse, ao redor do amor iniciando o amor. Eu penso que o mundo precisa, e nós temos que dar uma chance às nossas crianças – por uma geração futura, você veja.

O sorriso do reggae man Alpha Blondy.
O sorriso do reggae man. Foto: Reprodução

Por onde quer que ande, seja qual for a geração, não implore por alguém que não te aceita como é de verdade. Você é a sua maior riqueza, a sua liberdade, a sua essência, o seu amor. De vez em quando mude a batida do seu coração e deixe sua alma soar como reggae. Seja uma vibração, ou levada, mas seja no ritmo da sua melhor canção. Fique onde te traga sossego e paz, tocando seu melhor instrumento, com a alma lavada e a consciência leve. Muitas pessoas irão passar por sua vida, mas poucas são dignas desta sua canção que é como ‘reggae’. Essa sua LUZ, energia que vem de dentro. Assim como Alpha Blondy, seja o autor das suas próprias canções de amor e vida!

* Agradecimento especial a Micro & Soft Informática pelo apoio na realização deste projeto especial.