Início 6º SENTIDO Lulu x Tubby: Uma guerra sem vencedores

Lulu x Tubby: Uma guerra sem vencedores

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Ainda estou para conhecer algo que gere mais polêmica do que sexo. Sexo atividade, sexo gênero, guerra dos sexos. Sexo vende, sexo se espalha como água no deserto, por que sexo interessa, sexo chama! Atualmente o tema sexo está de alguma forma presente em quase tudo o que vivemos. A queda de braço entre homens e mulheres acirra-se e os resultado de tudo isso é cada vez mais barbárie e, portanto, mais distante de qualquer avanço.

Lulu, aplicativo que avalia e dá nota aos homens
Lulu, aplicativo que permite às mulheres avaliarem anonimamente os homens. Foto: Reprodução

Em pleno ano de 2013, vivemos em sociedades onde o machismo dá pequenos passos para trás, permitindo a contragosto que a tão aclamada igualdade entre os sexos seja alcançada. Não quero frustrar nenhuma feminista, mas existem inúmeras diferenças entre os gêneros sexuais. Homens e mulheres nunca vão ser vistos, tratados ou julgados de forma totalmente igual. Todos nós deveríamos aprender a perceber quão ricas são essas diferenças e o imenso desenvolvimento como civilização que elas nos permitem.

O último grito de feminismo recentemente se deu através de um aplicativo conhecido como “Lulu”, e o murro da revanche masculina parece que não tarda a chegar e já tem até nome: “Tubby”. Sem querer entrar em detalhes sobre os aplicativos para Smartphones ou as reais intenções e motivos por trás das avaliações feitas por seus usuários, sinto que em um misto de disputa de poderes e inversão de papéis a consideração se perdeu. Se por um lado temos séculos de repressão e julgamento, pelo outro temos séculos de pressão e julgamento! Não é fácil ser homem assim como não é fácil ser mulher – simplesmente não é fácil ser humano! E os responsáveis por tudo isso somos nós.

Tubby, aplicativo brasileiro que promete ser a revanche dos homens
Tubby, aplicativo brasileiro que promete ser a revanche dos homens. Foto: Reprodução

De um lado homens estão acostumados a ‘passar para frente’ conteúdos pornográficos como uma forma de socialização, sem a menor preocupação de como aquilo vai atingir os envolvidos. Bom, e se fosse a sua irmã? Sua prima? É realmente inofensivo seguir com essa postura por praxe em uma época onde conteúdos online se espalham mais rápido do que a velocidade da luz? Algum homem já sentiu na pele como algo assim marca violentamente a vida da mulher exposta?

Por outro lado, vemos esses mesmos homens cheios de dores de cotovelo, causadas por um aplicativo que beira à futilidade, rebaterem com outro que beira à lascívia! A única pergunta que fica é: ISSO TUDO É REALMENTE NECESSÁRIO? Conversas assim acontecem entre ambos os lados desde que o mundo é mundo. Não vai ser através de um aplicativo que os poderes vão se inverter. A troca de farpas vai levar no máximo a um aumento da distância emocional entre homens e mulheres – o que já é grande o bastante para início de conversa.

O nome em inglês dos personagens Luluzinha (Little Lulu) e Bolinha (Tubby) foi a inspiração para os aplicativos
O nome em inglês dos personagens Luluzinha (Little Lulu) e Bolinha (Tubby) foi a inspiração para os aplicativos.

O que pretendo com este texto é tirar um pouco a nebulosidade da polêmica e trazer para o foco da discussão o que de fato importa: relacionamentos humanos. Mais humanidade, por favor! Mais responsabilidade, mais compreensão, mais respeito, mais calma e muito, mas muito mais AMOR.

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Mariah ZnukMariah é gaúcha, irreverente, estuda Design e gosta de escrever nas horas vagas. Apaixonada pela natureza e por todas as formas de expressão artística – é viciada em filosofias alternativas, não vive sem música e adora uma polêmica. Aquariana até o último fio de cabelo, ama tudo o que foge do dito normal e acredita que a melhor maneira de fazer as pessoas acordarem, é dando-as um choque de realidade.