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Economia colaborativa e a empresa do futuro

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Ei, você aí sentado no escritório executando algum serviço burocrático sistematizado por alguma grande entidade – privada ou publica -, já pensou em trabalhar fazendo aquilo que gosta?

Economia colaborativa ou economia compartilhada (shared economy).

O capitalismo já esgotou todos os recursos do planeta. Os modelos de negócios, da maneira como os conhecíamos, já são obsoletos e ultrapassados.

Você não é o único! As pessoas querem mais. Elas querem mais horas livres, mais qualidade de vida, mais tempo para ficarem com quem amam ou para viajar. Não basta mais acumular bens para a velhice ou herança. O trabalho não é só mais uma fonte de renda ou status, mas também uma fonte de satisfação pessoal.

A forma de consumo também mudou. Hoje, os consumidores estão mais bem informados, conectados e engajados. Quanto maior a consciência do indivíduo, mais ele se preocupa com os impactos que vem deixando no meio ambiente.

Quantos finais de mundo já foram anunciados desde que você nasceu? Muitos, imagino. A verdade é que a passos lentos, o mundo não aguenta mais. De maneira acelerada, a consciência ambiental e animal vem invadindo marcas nas redes sociais. E se você está lendo isso, significa que está a um passo a frente para “O Chamado” de um novo mundo.

Felizmente, muitas novas iniciativas vem trabalhando para agregar mais e mais pessoas e incentivar de maneira inclusiva jovens, crianças, idosos e adultos de todas as classes à preocupação com um mundo melhor.

Se você sonha em largar tudo que está fazendo agora e abrir uma empresa sustentável, aqui vão algumas dicas do que grandes marcas fizeram para ajudar o planeta fazendo marketing e obtendo destaque das demais.

1 – Escambo

Parece coisa medieval, mas é o futuro. A necessidade humana será sanada pela troca e não por falta de dinheiro. A troca de mercadoria, como acontecia na Idade Média, já vem sendo adotada em sites e comunidades que sobrevivem de escambo. Para tentar contornar a crise e continuar se permitindo pequenos luxos, o consumidor brasileiro aprendeu a lembrar das raízes que pode compartilhar, trocar ou alugar coisas que antes ele acessava apenas comprando. A economia colaborativa faz com que as marcas repensem suas ofertas e nesta onda da troca, criarem iniciativas como o “Tem Açúcar?”. O canal permite que vizinhos emprestem ou doem objetos que estejam sem utilidade, o que desestimula o consumo desnecessário.

2 – Quanto vale?

Já existem ambientes que dão para o cliente a autonomia de pagarem o quanto quiserem, como um café carioca onde o freguês paga o quanto quiser pela refeição baseados no custo para ser produzida e ainda tem a opção de ajudar a lavar a louça como forma de pagamento. Mas há de se ter bom senso na hora de fazer o pagamento.

3 – O preço da sede

Ações sustentáveis também contribuem para economizar. O nível de consciência deve ganhar ainda mais força em 2016. Desde abril de 2015, uma nova lei na cidade de São Paulo exige dos supermercados que apenas ofereçam sacolas feitas de plástico vegetal. Os supermercados não gostaram e começaram a cobrar aproximadamente R$ 0,08 por sacola. Em virtude disso, os consumidores aprenderam a substituir os plásticos por sua própria sacola para evitar o pagamento da taxa extra.

Economia colaborativa (sharing economy).
Clique aqui e veja um infográfico sobre economia colaborativa.

Já são quase dois em cada cinco brasileiros – ou seja, 39% – inclinados a comprarem das marcas que não agridem o ambiente. Este é o momento que os empreendedores têm de construir na crise uma oportunidade que seja significante e destaque sua marca das demais por se posicionarem como condutoras de mudanças positivas, num esforço de estimular o apoio dos consumidores.

Os brasileiros estão aprendendo a ser ativistas e lutar pelos seus direitos; e graças as rede sociais que expõem as fragilidades de muitas marcas, todos hoje sabem o que está acontecendo ao redor de muitas linhas de produção. É o caso da pecuária que está deixando rapidamente de assumir um papel de alegria na mesa do consumidor para expor os horrores dos matadouros. Os brasileiros estão aprendendo a reclamar e a abraçar causas que promovam o bem comum e isso inclui os animais.

Agora, as marcas não podem ficar alheias a esse movimento. Além de se posicionarem ao lado dos consumidores, tanto as agências quanto as companhias devem estar atentas às próprias práticas, pois com rede social não se brinca e este este novo momento exige mais transparência.

Ao mesmo tempo em que as pessoas querem começar a pôr em prática esse empreendimento novo, engajado, moderno e sustentável; mais de 90 delas não sabem por onde começar.

Então, aqui vão algumas dicas:

– Escolha aquilo que você gosta de fazer e tem talento naturalmente. Se você não gostar do que deseja empreender, não estará no caminho certo.

Trabalho vem da palavra ‘escravo’. Labor vem da palavra ‘colaboração’. Pense na forma como a sua atividade poderia colaborar para a sociedade em que vivemos. Que sua atividade seja laboral.

– Faça trabalhos filantrópicos. Além de ser uma excelente vitrine para mostrar todo o seu potencial, ainda agrega valor à sua marca.

– Persevere. A única coisa que sabemos sobre as pessoas de sucesso é que nenhuma delas desistiu de seus sonhos.

Rainha Ômega Alimentos realizando sonhos. Foto: Giovani Scherer
Realizando sonhos. Foto: Giovani Scherer

Abaixo, algumas empresas que vão te inspirar a ser exatamente do jeitinho que você é:

» Rainha Ômega Alimentos: A família vegana levou sua filosofia para a construção de sua marca, plantando muitos de seus próprios insumos orgânicos. Muitos dos ingredientes carinhosamente colocados desde o plantio nas bênçãos de ‘Jah’ brotam do chão arado com amor e sem agrotóxicos, produzidos com carinho nas graças da mãe Rainha Ômega com refeições triviais e cardápios especiais, bem como ceias típicas para demanda de cada época comercial. Tudo sem origem animal.

» CCRIA Comunicação: Os criativos veganos são ativistas da proteção animal e por conta disso deram “tchauzinho” para as empresas que degradam o meio ambiente ou exploram os animais como rodeios, couros ou frigoríficos. Com forte posicionamento em missão e valores de marketing sustentável e promovendo campanhas filantrópicas para mudar a mentalidade da cultura atual, tornando-se praticamente um selo verde de ‘nova publicidade’ agregando valor para as marcas que desejam vitrine de missão e valores. Além disso, dão dicas, coaching e palestras de empreendedorismo sustentável.

» Natural Veg: Além de comidas do dia a dia, com pratos principais e alternativos, doces e salgados; a empresa inova com pastas de amendoim de potinho para se comer de colher, arrebatando aficionados pela iguaria super proteica. Totalmente sem gordura, saudáveis e cheios de especiarias criativas, a marca prepara agora o primeiro encontro de empreendedorismo verde do RS, onde pessoas aprenderão receitas, como começar um novo negócio, e ainda, como se tornarem mais saudáveis, veganos e sustentáveis.

Ninguém disse que foi fácil. Trabalharam um bocado. Mas todos alegam que o que fazem agora é divertido e preenche o coração. Todos eles têm algo em comum: mudaram seu padrão de vida, decidiram viver com coragem para minimizar o consumo, frearam a aquisição daquilo que não é necessário e começaram a trabalhar gerando novas oportunidades para si, para o próximo e para o planeta.

E aí? Ainda vai continuar sentado nesta mesa para o resto da vida sonhando em abrir o próprio negócio? Mexa-se!