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Se LIGA na Notícia

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Olá pessoal,

Esporadicamente nós reproduzimos aqui algumas matérias/reportagens que foram publicadas em Internet ou na TV, como uma forma de reforçar em nossos leitores fatos importantes que acontecem no Brasil e no mundo. Confira abaixo, uma reportagem exibida no Jornal Hoje da Rede Globo.

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Paraplégico volta a movimentar as pernas após receber células-tronco

A terapia inédita começa a ser testada em voluntários, na Bahia. Depois de um mês e meio, o paciente já movimenta os joelhos e consegue pedalar.


Ele já consegue mover os joelhos para cima, uma façanha para quem tem a musculatura atrofiada pela falta de uso. O paciente também está começando a levantar o corpo. O mais surpreendente para a equipe da fisioterapia é que ele está pedalando.

O policial militar, que pede para não ser identificado, não fazia nenhum movimento da cintura pra baixo. Ele ficou paraplégico depois de sofrer um acidente e passou os últimos nove anos em uma cadeira de rodas.

“Anteriormente eu tinha um tronco que estava vivo e umas pernas que não respondiam. E hoje eu percebo que eles estão vivas, pertencem a mim e só depende de mim para que elas acordem”, diz.

O ponto de partida para esse progresso foi uma cirurgia realizada em 14 de abril, em Salvador. O paciente foi submetido a um transplante de células-tronco. A pesquisa durou cinco anos e, antes de ser usada em humanos, a técnica mostrou bons resultados em animais.

Os médicos usam células-tronco mesenquimais, que tem grande capacidade de se transformar em vários tipos de tecido. Elas são retiradas do osso do quadril do próprio paciente e injetadas diretamente no local onde a coluna foi atingida.

A técnica pioneira foi desenvolvida por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, e do Hospital São Rafael, onde fica um dos mais modernos centros de terapia celular do país. Os pesquisadores estão espantados com a evolução rápida do paciente.

“Basicamente em uma semana ele já começou a ter resultados clínicos, uma melhora na sensibilidade, uma melhora na postura sentada e este paciente vem evoluindo”, explica Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião.

Os médicos acham cedo para dizer se ele e as outras dezenove pessoas com lesões na medula que também irão receber células-tronco vão voltar a andar normalmente.

“Esse paciente pode ter ainda outras melhoras e os outros podem ter melhoras maiores, ou iguais ou piores. Então, a gente tem que esperar”, acredita Ricardo Ribeiro, coordenador do programa.

Por enquanto, o policial, entusiasmado com os primeiros resultados, faz planos. “Eu sempre gostei de praia, ir à praia, poder tomar um banho de mar sem que ninguém te carregue. Poder ir a um estádio, que eu sempre gostei de futebol, poder jogar um futebol, ir ao shopping, fazer o que eu sempre fazia”.

Fonte: Jornal Hoje (Publicada no dia 01/06/2011).