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Astéria na Mitologia Grega

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Por Stella Verçosa

A Grécia sempre me provocou suspiros: o romantismo das ilhas, as praias paradisíacas, o azul do mar, o encontro do Oriente e o Ocidente, a presença dos deuses, a grandiosidade dos templos, o mistério das ruínas… Comecei a gostar de mitologia grega aos 13 anos, quando precisei fazer um trabalho e ler os livros Ilíada e Odisséia de Homero. Paixão à primeira leitura. Uma obra fascinante que assusta pelo tamanho, mas que encanta a cada linha. A maior metáfora da Odisséia é que cada um pode ser o herói de sua própria história. Mas falar dessas obras merece um post especial. E hoje vou escrever a história da mitologia que fala sobre Astéria. E continuar sonhando que em breve estarei pessoalmente nesse lugar que tanto me encanta.

Foto: Carlos Coutinho

Astéria

“Beleza alguma podia ocultar-se dos olhos astutos de Júpiter. Em sua procura eterna por formosuras, ele acabou por encontrar a doce ninfa Astéria.

Como se fosse mortal comum, Júpiter expressou-lhe seu deslumbramento e pediu-lhe que retribuísse a seus ardentes desejos, mas Astéria fugiu pelo vale e pelos bosques.

As folhas das árvores agitaram-se, os animais corriam sobre o rastro de Astéria, como que para despistar seu perseguidor. Camponeses e pastores pararam seu trabalho para observar a fuga daquela que os deslumbrava. Não queria aventuras a casta ninfa, preferia o silêncio das oferendas anônimas. Porém as ágeis pernas de Astéria não venciam os passos fortes de um Deus, o encontro era iminente.

À praia, usou seu recurso extremo: pelo poder que recebera dos deuses, assumiu a forma de uma codorna. Mas não tencionava voar. Ao contrário, olhou mais uma vez para o deus que se avizinhava, e lançou-se ao mar. Sobre as águas azuis foi perdendo olhos e penas e corpo de ave – afogou-se.

O Deus, entristecido, transformou-a em uma estéril ilha, sem flores nem frutos, sem vida – e lhe deu o nome de “Ortígia” – “Ilha das codornas”.

Mais tarde esta ilha receberia Latona, que daria a luz à Diana e Apolo. Este último, trazendo consigo a luz e vida, traria vida à ilha que a partir de então passaria a se chamar Delos – “a brilhante” – e se cumularia de riquezas e de glórias”.

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Stella Verçosa, 33 anos, Canceriana, Publicitária. Apaixonada por poesia, música, dança, cinema, teatro, e tantas outras coisas. Consciente de que tenho muito que aprender sobre a vida, e principalmente que posso aprender muito com todas as pessoas que passam por ela. @stella_vercosa