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Bolinha de Gude

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Por Edvando Junior

Clique aqui, para ler o 2º episódio: A LISTA

Um novo dia está prestes a nascer, e o nosso herói Djorge executa sua Yoga matinal, às 5hs da manhã. Depois de muito alongamento e meditação, ele toma o seu café reforçado com muito ovo e pouco queijo, ou será… com muito queijo e pão com ovo! Quem poderá saber? Só mesmo a cabecinha do nosso herói em meio aos seus devaneios.

Saindo do seu QG, na Estrada do Coco. Ele partiu a mil em direção a Paralela, seguindo a pista do Bonecão do Posto e levando consigo o chaveiro cabeçudo com as iniciais DM, talhadas no verso. Acessou o viaduto Luís Eduardo Magalhães, desembocando na suburbana. No trajeto ele identificou 3 Bonecões do Posto e sentia que estava cada vez mais próximo do esconderijo da Dona Mocinha.

Num bairro longínquo da capital soteropolitana, chamado Periperi, um sambão rolava solto na laje de uma das casas, o som era alto e reverberava pelos 4 cantos do bairro. A dona do pedaço atendia pela alcunha de Bolinha de Gude e ela dançava, sambava, sapateava, toda serelepe, comandando a festa ao som de “Alcione e seu negão de tirar o chapéu”. Ao mesmo instante em que adentravam a festa, em um slow motion pausado em câmera lenta, com um potente close dos pés a cabeça (parecia uma cena de filme em Full HD). Eis que surge Dona Mocinha, Agulha Longa e “A NORA”, completando o time das meliantes.

Eu sabia que elas estariam por aqui! – O narrador intrometido pensara alto. Elas estavam na casa de Bolinha, fazendo o quê? O que estariam tramando? Será que esse era o esconderijo secreto da Dona Mocinha? As pistas do detetive o levaram diretamente a Periperi, e ele parou em um famoso bar da redondeza:

– Bom dia senhor! O que deseja?
– Meu nome é Dux, Frank Dux! – Respondeu o detetive Djorge, mesmo sem ser perguntado sobre seu nome, afinal esse era seu disfarce preferido.
– O senhor Dux vai querer uma mesa?
– Sim, me consiga uma no mezanino ao ar livre, quero contemplar a vista.
– Por favor, um copo de leite! – Hummm? – Isso mesmo que você ouviu.

Em cima do mezanino, o detetive sacou um binóculo de longo alcance e pode ver as casas ao fundo, uma em especial chamou sua atenção. Um samba rolava no topo de uma das casas, parecia uma cobertura de um mini-prédio de luxo. Foi então que o detetive desfarçado teve uma súbita certeza, tinha que averiguar quem eram os protagonistas daquela festa no gueto. Pediu as contas do bar e foi em direção a casa sambódromo. Tocou a campainha e Bolinha de Gude veio atender:

– Boa tarde! – Já eram 14hs.
– Boa, meu bem! – Bolinha respondeu, com um tom de insinuação. Ela não conhecia o detetive, alias só a Dona Mocinha o conhecia e de longa data.
– Prazer senhorita. Meu nome é Dux, Frank Dux!

Frank foi conduzido até o andar de cima e quando Dona Mocinha bateu os olhos nele, teve a nítida impressão que já o conhecia de algum lugar. Bolinha apresentou Dux as meninas da festa. Agulha Longa sentiu-se atraida pelo moço, e logo aproximou-se sambando na ponta do pé. Dux ficara hipnotizado quando ela sacou o “palito” e soltou os cabelos, com uma sensualidade incrível. Num desarme, Dona Mocinha puxou-a no canto e cochichou em seu ouvido que conhecia aquele homem de algum lugar. Logo um clima de tensão se instalou no ar… Cuidado detetive, essas três são um perigo! Ou seriam quatro? Ainda não sabemos se Bolinha estava do lado bom ou do lado negro da força. O imbate estava próximo de acontecer…

Enquanto isso, nos porões do castelo estava sendo preparada a receita do bombom BRANCO BOM, um verdadeiro divisor de águas, que mudaria as bases da culinária soteropolitana. É meus amigos, risos e sussurros ricocheteavam pelas paredes do castelo, o pulo do gato estava sendo preparado!

Não percam o penúltimo episódio da série: Dona Mocinha e “A NORA”. Coming Soon!

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Cadeirante, cidadão, designer gráfico, apaixonado por projetos de sustentabilidade e tudo que diz respeito a preservação da natureza. Atualmente estou viajando no mundo das palavras, nessa gratificante sensação de exprimir sentimentos para ativar os sentidos. @edvandojr

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Cadeirante, cidadão, designer gráfico, apaixonado por projetos de sustentabilidade e tudo que diz respeito a preservação da natureza. Fundador do site Ativar Sentidos e idealizador do projeto social Natal Solidário. Atualmente, segue viajando no mundo das palavras.