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Paul Walker, o inesquecível Brian O’Conner

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Eram exatas 01h01 (dia 01/12, madrugada de sábado para domingo) quando uma amiga postou em seu Facebook que o Paul Walker havia morrido, mal acreditei. Falei para outro amigo, e a partir daí nós começamos uma busca dolorosa pela confirmação da trágica morte do Paul. Fui ao Twitter oficial dele, e nada. Saí, e no minuto seguinte quando retornei, lá estava à confirmação. Falei para meu amigo, e nós caímos na real… Mas, por enquanto, deixemos isso de lado. Certo?

Paul Walker foi um ator e modelo norte-americano.
Paul Walker foi um ator e modelo norte-americano. Foto: Reprodução

Paul William Walker IV, ou simplesmente Paul Walker, nasceu em 1973 na cidade de Glendale, Califórnia. Ele estreou nas telas ainda bebê ao fazer um comercial de fraldas. Ainda muito novo trabalhava como modelo mirim, e aos oito anos conquistou papéis em séries de TV. Aos treze, Walker estreou no cinema a partir do filme de terror O Monstro do Armário (Monster in The Closet – 1986), que mais parece uma comédia tosca. No trailer abaixo, confira nos minutos 0:55 e 2:05, o garoto loirinho de óculos. Cuidado, são cenas de arrepiar!

Após algumas participações em pequenas produções, protagonizou ao lado de Steve Van Wormer, o filme Os Irmãos Id & Ota (1998). E foi este que lhe deu mais notoriedade, rendendo assim papéis de mais expressão, como Pleasantville – A Vida em Preto e Branco (1998), Ela é Demais (1999), Sociedade Secreta (2000), entre outros.

Entra-se num consenso que foi em 2001 que Walker chegou ao estrelato, quando interpretou o policial bandido Brian O’Conner, no primeiro filme da aclamada franquia Velozes e Furiosos. O sucesso foi tanto que Paul fez a sequência, + Velozes + Furiosos (2002), desta vez sem a participação do astro Vin Diesel (Dominic Toretto). Depois do segundo filme da franquia conquistou os principais papéis em filmes de ação como Perseguição – A Estrada da Morte (2001), Linha do Tempo (2003) e Mergulho Radical (2005). Enquanto isso continuou a trabalhar como modelo, em especial sendo o símbolo de uma marca de perfumes. Teve também um papel de apoio na adaptação, A Conquista da Honra, em 2006.

Em 2009, retornou a franquia estadunidense V&F, para o papel em Velozes e Furiosos 4. E na sequência vieram os filmes Velozes e Furiosos 5: Operação Rio (gravado aqui no Brasil, Rio de Janeiro) e Velozes e Furiosos 6, nos anos de 2011 e 2013.

Paul Walker e a atriz Reese Witherspoon no filme Pleasantville.
Paul contracena com a atriz Reese Witherspoon no filme “Pleasantville”. © New Line Cinema
Jessica Alba e Paul Walker no filme Mergulho Radical.
Jessica Alba contracena com Paul no filme “Mergulho Radical”. © Columbia Pictures
Paul Walker abordo do filme Velozes e Furiosos 6.
Walker abordo do filme “Velozes e Furiosos 6”. © Universal Pictures

No último fim de semana, dia 30 de novembro de 2013, Paul sofreu um terrível acidente que acabou causando sua morte. O carro em que estava era um Porsche. Ele estava no banco do passageiro e quem dirigia era seu amigo de longa data, Roger Rodas, que também faleceu. Aos 40 anos, Walker deixou uma filha de 15 anos, Meadow Rain, que mora no Havaí com a mãe.

Walker participou do filme ainda inédito no Brasil, Pawn Shop Chronicles (2013), e estava também no meio das gravações de Velozes e Furiosos 7.

Podem até achar o primeiro parágrafo um completo exagero, afinal, Paul Walker era apenas um ator famoso de Hollywood. De fato era apenas um artista famoso, mas que fez parte da minha infância, adolescência e vinha me acompanhado também quando adulto. Paul era uma pessoa simples, e mostrou isso em sua vinda ao Brasil para as gravações de Velozes e Furiosos 5: Operação Rio. Um ser humano que se dedicava a outros seres humanos, paciente e cordial nas entrevistas, organizador de diversos eventos beneficentes.

Vin Diesel e Paul Walker na pré-estreia de Velozes e Furiosos 5, no Rio de Janeiro.
Vin Diesel e Paul Walker na pré-estreia de “Velozes e Furiosos 5”, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

Tinha uma paixão incontrolável por carros. No evento de divulgação aqui no Rio de Janeiro, lembro-me que ele disse algo, mais ou menos assim:

“Há pessoas que gostam de carros japoneses, outros preferem os alemães, ou americanos, etc. Eu não, eu gosto de todos!” – Lembro da voz do Paul ao dar grande ênfase a palavra “todos”.

É emocionante escrever tudo isso, de ter ido buscar informações sobre o Paul, e o mais importante, ter encontrado apenas coisas boas, essa foi minha forma de homenagear um ídolo que fez parte da minha vida. Não só como Brian O’Conner, mas também como Paul Walker. Mas hoje tenho completa certeza, Paul e Brian sempre foram a mesma pessoa.

Abaixo o vídeo feito pela produção de Velozes e Furiosos em homenagem ao ator:

É triste ver que a carreira do Paul terminou da mesma forma que começou, cedo.

Adeus, Paul! Adeus, Brian!

  • Eu nunca fui fã do Paul, mas reconheço que a franquia Velozes e Furiosos não seria a mesma sem a presença dele. É como imaginar Jogos Vorazes sem a Jennifer Lawrence, impossível! No meu caso, os filmes que mais gostei de assistir com ele atuando foram Mergulho Radical e o primeiro V&F. E agora, lendo o artigo do Elvis, me deparo com essa lindeza de q foi a estreia no filme “Mooonster in The Cloooset”, hahahaah. Eu q nunca tinha visto um monstro mais tosco do q o terrível Gyodai, eis q me deparo com o monstro do armário. Sensacional, poquei de tanto rir!

    • Desde que foi lançado o primeiro V&F sou fã do Paul, só assisti outros filmes dele depois que assisti V&F. Não o conhecia antes disso. No inicio a identificação era mais com o Brian do que com o próprio Paul. O Brian sempre foi o meu personagem favorito de V&F, desde o primeiro filme da franquia. Todos os meus amigos sempre curtiam mais o Dom, eu não, eu admirava o Brian, embora tbm goste muito do Dom, e tbm do Vin Diesel. Mas sei lá, Paul Walker era demais velho. A primeira vez que fui no cinema na vida foi pra assistir + V + F, talvez tenha sido ali que o Paul tenha me captado. Foi uma pena ele ter morrido.
      Cara Monster in The Closet é uma onda, quando eu falo esse nome, ou simplesmente penso, falo igual ao narrador.
      Mas ontem eu assisti um filme pior do que Monster in… Avatar – A Lenda de Ang, putis velho, que filme bosta, umas cenas ridículas, os atores muito ruim. Monster in… ser ruim é até aceitável tendo em vista o tempo em que foi produzido, mas Avatar – A Lenda de Ang é meio que atual poxa, como pode ser tão ruim.

      • Eu tb gostava mais do Brian no V&F, mas nem adianta, agora eu virei fã do Mooonster in The Cloooset, hehe. E olha q ñ gosto de filmes de terror, mas esse aí me ganhou. Já gosto dos filmes toscos do passado! Vc ñ conheceu Gyodai, ñ foi? Jaspion ñ é do seu tempo. E sim, o Avatar desenho é trilhões de vezes melhor do q o filme. Uma pena fazerem isso com uma história tão boa.

        • Realmente, acho que Avatar em anime é um dos poucos animes que eu gosto. O filme é péssimo, o anime excelente, mas não assisti todo. Gostaria de assistir mais não tem paciência pra anime. Acho pouco interessante.
          Monster in The Closet ficou pra história!