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O filme LUCY e os 100% do cérebro

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O que nos torna seres humanos? Muitos diriam ser a nossa capacidade de raciocínio, de entender as questões práticas, lógicas,​ a inteligência adquirida com o passar do tempo e a habilidade de construir ferramentas para o progresso social.

Lucy é interpretada por Scarlet Johansson.
Lucy é interpretada por Scarlet Johansson. © Universal Pictures

Dentro da lógica cartesiana, 1+1=2, seríamos uma projeção no​ tempo, espaço e materialidade. Para o homem, é o próprio ‘homem’ a medida para que saibamos quanto de tempo transcorreu desde o surgimento da Terra até agora – o antes e depois -, o quanto evoluímos desde então e ​sendo assim, obtemos a métrica de “inferioridade” das outras espécies na escala evolutiva. O ser humano reduziu a existência ao tamanho do seu saber. Nesta lógica, as células nascem, crescem, se reproduzem, envelhecem e morrem. Uma vida cujo único significado seja procriar novos seres humanos para continuar a evolução darwinista no progresso intelectual e tecnológico adquirido através do espaço, em determinado tempo, durante o curto período na existência da materialidade.

Nós, humanos, usamos 10% da capacidade cerebral. Agora observe: os golfinhos usam até ​20% de sua capacidade cerebral, o que os torna mais eficientes do que qualquer sonar já construído pela tecnologia militar.

Usar mais do que ​20% do cérebro é algo tão surpreendente que significa entrar na esfera de ‘semideuses’. Segundo observações​ da ciência, após o uso de 20% da capacidade cerebral​, poderíamos romper com as barreiras que nos impõe limites sensoriais e cognitivos, adentrar na esfera transpessoal, ficar acima do desejo, da fome, do medo, da dor, da individualidade​. Tornar nossos sentidos coletivos (como muitos animais)​.

Acima de 30% d​o uso das conexões ​neurais​, teríamos a capacidade de regenerar nosso corpo, modificá-lo [existem animais que fazem isso], manipular a mente de outras pessoas, controlar objetos, ondas eletromagnéticas e até mesmo a gravidade.

No filme Lucy, com 22% da capacidade mental teríamos total resistência a dor.
Com 22% da capacidade mental teríamos total resistência a dor. © Universal Pictures
Morgan Freeman é o Professor Samuel Norman no filme Lucy.
Morgan Freeman é o Professor Samuel Norman. © Universal Pictures

Nesta etapa, a compreensão abriria-se como num efeito dominó, não havendo mais barreiras cartesianas​. Uma profunda epifania atingiria nossas conexões cerebrais em efeito cascata e um rápido entendimento de tudo seria possível; poderíamos sentir nossos fluídos corpóreos e a pulsação do mundo, sentir o ar, as vibrações, as folhas e árvores – vivas ou derrubadas – e o sentimento de cada animal humano ou não humano da face da Terra.

A Física Quântica nos mostra que, avançando mais ainda, romperíamos a barreira do tempo e do espaço. Nos tornaríamos jumpers, podendo estar aqui e ali numa fração de segundos​ – na Era dos dinossauros, no futuro e até mesmo assistindo nossa vida simplesmente nos projetando para fora dela, invadindo as profundezas do nosso subconsciente e obtendo acesso às lembranças mais remotas, ​como num sonho ou hipnose – podendo acessar o gosto do leite no seio de nossa mãe ou vivenciando até mesmo a nossa morte. Eu disse morte?

Aí é que a coisa fica mais incrível ainda, aos 100% ​de posse de nosso total controle cerebral, dominando a cronologia perceptiva, a matéria, as ondas, estando acima de dores, desejos e ambições, nossa existência na Terra se tornaria insignificante como a conhecemos e num simples fechar de olhos, seríamos o Tudo!

– Lucy, o ser humano não está preparado para ter posse de todo este conhecimento.
– Não é o conhecimento que provoca as maldades do mundo, é a ignorância.

Assista o filme LUCY!