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O que você faria se NÃO pudesse OUVIR?

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Silêncio… Algum dia você já parou pra pensar como seria viver em um total silêncio? Não mais ouvir o som das ondas do mar batendo nas pedras, os gritos histéricos de fãs enlouquecidos num show de rock ou a leveza do canto dos pássaros te acordando numa manhã de domingo. Isso mesmo, é assim que uma pessoa surda se sente. E você, o que faria se não pudesse OUVIR?

Perda da audição.
A perda da audição sendo representada. Foto: Reprodução

Às vezes temos dificuldade de falar sobre coisas que não gostaríamos de vivenciar. Já imaginou como seria bom se todos se colocassem no lugar uns dos outros e tentassem entender como algumas pessoas conseguem viver com dificuldades diferentes das nossas? Até mesmo, para cobrar das autoridades um projeto de sociedade com mais acessibilidade a todos os tipos de necessidades especiais.

Ainda sem o sentido da audição, teremos plenas condições de nos orientar no espaço e deslocar-se livremente sem o perigo de esbarrar em qualquer obstáculo físico. Afinal, com a visão preservada asseguramos o direito de ir e vir. Estou certo? Em teoria sim, mas na prática as coisas mudam de figura. Algumas tarefas do nosso dia a dia como, atravessar a rua ou dirigir um carro, já não seriam tão fáceis sem a possibilidade de ouvir. Pois, os sinais sonoros que fazem o pedestre ou o motorista ficarem em alerta e evitar acidentes – tipo a buzina dos carros, o ronco do motor ou a derrapada provocada por um freio brusco – não seriam ouvidos e/ou percebidos.

As deficiências auditivas podem ser congênitas ou adquiridas ao longo da vida. Quando nascemos surdos, perdemos a capacidade de desenvolver a fala, porque ela está diretamente ligada a nossa audição. Se não podemos ouvir, não conseguimos falar. Nos dois casos, teríamos que nos adaptar a um mundo totalmente novo e aprender novas formas de comunicação interpessoal.

Para facilitar a comunicação com as pessoas que foram privadas do sentido da audição, foi criado a LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. Que nada mais é que uma associação de símbolos formados com a mão, para construir palavras e expressões. Esse sistema é derivado tanto de uma língua de sinais autóctone, quanto da língua gestual francesa. Por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América.

Agora, vamos fazer mais um pequeno teste? Tampe seus ouvidos com chumaços de algodão ou algo que te deixe sem ouvir nada. Tente fazer coisas simples do seu dia a dia, em casa, no trabalho ou numa roda de amigos. Experimente assistir TV sem o áudio, conversar com seus amigos apenas por leitura labial ou coloque um filme que você nunca viu e tente entender a história. Mas não vale filme mudo, hein. Olha a esperteza!

E aí, já sabe o que você faria se não pudesse OUVIR os sons do mundo?

  • Rose Rocha

    Essas series tem me ajudado a despertar os sentidos. A gente com todos os sentidos em pleno funcionamento, não percebe as sutilezas e a importância de cada um, individualmente. Esses testes propostos(e nesse caso, é um “puxão de orelha”) é o alerta que devemos valorizar a vida nos seus mínimos detalhes. Parabéns Edvando!!! Abraços

    • Oi Rose, q felicidade em ler suas palavras. Bom saber q nosso objetivo está sendo alcançado, q é exatamente o q vc falou. Valorizar a vida acima de tudo. Grande abraço!

  • Stella Verçosa

    Você está realmente se superando nesses textos. Estou gostando muito.

    • Obrigado Stella! Vc é uma grande incentivadora do meu trabalho. Acompanhe os próximos q virão. Bjos!