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Perfume de Mulher e o aroma das emoções

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1º de setembro de 1939, a Alemanha está em guerra. Na cobertura de um prédio, o tenente-coronel Frank Slade mantém o olhar atento em direção à rua, enquanto seus dedos passeiam milimetricamente pelo cabo do fuzil. Ele tenta controlar a respiração e o suor, mas parece impossível. Todos sabem que quando se está dentro de uma guerra a chance de sobrevivência é mínima, quase nenhuma. Mesmo assim, Frank tenta se proteger e manter os inimigos longe de seus companheiros.

Al Pacino e Chris O'Donnell no filme Perfume de Mulher
Al Pacino e Chris O’Donnell no filme “Perfume de Mulher”. © 1992, City Light Films

De repente, ouvem-se tiros. Dois de seus soldados foram atingidos e caem do telhado em direção ao chão. Agora é morrer ou morrer, ele pensa. E imediatamente dar ordens para a equipe lançar as bombas de gás e não pararem de atirar. Um soldado inimigo é atingindo. Outros soldados da equipe de Frank também. No agito do tiroteio, Frank é surpreendido por um cano há 100 metros de distância em direção a sua cabeça, e antes que pudesse fazer qualquer movimento brusco, a bala atravessa a rua, fazendo malabarismo no ar e atinge seus dois olhos. O coronel se rasteja em meio à poça de sangue e corpos de soldados mortos, tentando a qualquer custo achar um canto que possa se esconder, mas nada adiantaria. O estrago já tinha sido feito.

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência

Dirigido por Martin Brest e protagonizado pelo ator Al Pacino, Perfume de Mulher (Scent of a Woman – 1992) tornou-se um clássico dos anos 90. O filme foi todo baseado no roteiro do longa italiano Profumo di Donna, de 1974, modificando-se apenas o final. A história gira em torno da relação do frustrado tenente-coronel Frank Slade (Al Pacino), que após perder a visão durante a Segunda Guerra Mundial busca motivos pra sorrir, com Charlie Simms (Chris O’Donnell), jovem estudante que é pago para ser acompanhante do coronel em troca de dinheiro pra se manter.

Cartaz do filme Perfume de MulherInformações Técnicas

Título Original: Scent of a Woman
Título no Brasil: Perfume de Mulher
País de Origem: Estados Unidos
Gênero: Drama
Duração: 157 min
Ano de Lançamento: 1992
Estreou no Brasil: 5 de Março de 1993
Direção: Martin Brest
Roteiro: Bo Goldman (baseado no filme Profumo di Donna)
Fotografia: Donald Thorin
Trilha Sonora: Thomas Newman
Estúdio: City Light Films / Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures

Os dois resolvem passar um fim de semana juntos e o local escolhido é Nova York. Eles conhecem alguns restaurantes e se hospedam no melhor hotel da cidade. É aí, que Frank acaba revelando seu verdadeiro motivo de ir para NY. Ele pretendia visitar sua família, arranjar uma namorada e depois cometer suicídio. Com o passar do tempo, começa a rolar uma afinidade entre os dois. Um se interessa pelo problema do outro. Charlie convence o coronel de que o suicídio não é o melhor caminho, nesse mesmo tempo, Frank aprende a dançar, a conhecer outras pessoas. Por sua vez, o jovem bolsista descobre que deficiente visual é um ser capaz como qualquer outro e aprende sobre valores éticos e morais.

Ilustração de Al Pacino e Gabrielle Anwar na cena do Tango
Pacino e a atriz Gabrielle Anwar retratados na cena em que dançam o Tango. Ilustração: Marcos Campos

Não costumo gostar das atuações de Al Pacino. Acho que ele parece um ator de novela mexicana, se é que vocês me entendem. Em contrapartida, considero que esse foi o melhor de seus trabalhos. Não é atoa que ele faturou o Oscar de Melhor Ator, em 1993.

Uma das frases de maior impacto do filme é quando Frank diz: Não há próteses para um espírito amputado. É por essas e outras que Perfume de Mulher nos faz pensar no verdadeiro sentido da vida.

Da uma olhadinha no Trailer!

Não deixe de conferir o primeiro e o segundo artigo da série sobre a ausência da olfato.

  • Parabéns Frida! Mto bem, sempre em constante evolução. PS: Eu tb acho o Al Pacino com um total jeitão de ator de novela mexicana. Eu nem percebo direito quando ele atua em algum filme, mas nesse aí ele mandou bem.

    • Muito obrigado, Edvando. Devo isso a você e sua busca pelo melhor!